Hoje, na última parte de nossa série de textos sobre Implementação de plataforma de interoperabilidade de informação em saúde iremos compartilhar os objetivos específicos da plataforma e quais são os benefícios esperados.
Para acessar os outros conteúdos da série, acesse:
Introdução ao RES – parte 1 
Arquitetura de Implementação – parte 2
Infoestrutura e Infraestrutura: parte 3

Objetivos Específicos da plataforma de interoperabilidade

  • Criar e manter um e apenas um registro, unívoco do cidadão, do repositório de seus registros eletrônicos de saúde;
  • Armazenar e principalmente facilitar a recuperação da história clínica de cada registro eletronico, incluindo dados sociais, dados relatados pelo paciente e os advindos de fontes ou sistemas externos;
  • Permitir que o indivíduo ou paciente tenha acesso aos seus dados de saúde e possa prover manutenção do consentimento e autorização a outros, ex. família, comunidade, profissionais de saúde e instituições de saúde;
  • Oferecer protocolos e evidências para apoio à tomada de decisão pelo profissional de saúde, na prescrição e no atendimento, incluindo alertas;
  • Permitir a criação e organização de condutas e protocolos clínicos;
  • Permitir a criação e o armazenamento de prescrições, condutas e encaminhamentos, associados a cada paciente;
  • Permitir agregar a informação coletada para fins de extração de conhecimento e indicadores de gestão (uso secundário).

    Benefícios Esperados:

  • Melhor atenção em saúde. A informação coletada durante o processo de atenção e disponível quando e onde necessária resulta em atendimento de melhor qualidade. O profissional de saúde pode tomar decisões clínicas com base em informação sobre o paciente, sua história clínica, suas alergias e outras condições, bem como em evidências, protocolos e melhores práticas. Adicionalmente, a informação clínica de qualidade reduz custos e retrabalho e melhora a segurança do paciente, por evitar a prescrição de medicamentos e procedimentos desnecessários.
  • Integração entre os processos de Saúde. Os processos de saúde são integrados pela disponibilidade da informação de saúde. Assim o processo de prescrição eletrônica integrada com a dispensação de medicamentos. Adicionalmente, este processo permite melhor fiscalização e controle de todas as fases entre a prescrição e a dispensação.
  • Conhecimento para a Tomada de Decisão. A informação clínica relevante coletada e armazenada forma uma grande base de dados local, regional e federal, da qual se podem extrair informações importantes sobre prevalência de doenças, efetividade de tratamentos, adequação de protocolos, diretrizes e consensos, bem como os custos e benefícios associados. O conhecimento assim extraído pode ser usado tanto para decisões locais e pontuais como para decisões globais e estratégicas. Em âmbito nacional.
  • Vigilância em Saúde e Epidemiológica. A coleta sistemática de dados clínicos permite que se estabeleçam regras de Vigilância em Saúde que gerem alertas automáticos quando atendidas, abrindo a possibilidade de disparar ações emergenciais, como a vacinação de bloqueio, por exemplo, ou a contenção de material tóxico, antes dos eventos de risco tomarem grandes proporções.
  • Promoção de Saúde: A informação de saúde coletada pelo RES forma um material poderoso para a análise e tomada de decisão para ações de promoção de Saúde, ao permitir entender o estado de saúde da população coberta, e dos fatores de risco de saúde associados à população analisada.
    Esperamos que o conteúdo tenha sido esclarecedor. Fique atento para mais artigos sobre tecnologia da informação em nosso Blog.
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